sábado, 24 de maio de 2014
Hoje é dia de festa
Hoje é dia de festa
Silvia Britto
Meu coração acordou em festa e lágrimas hoje.
Festa por ser um dia especial, de celebração da vida.
Lágrimas pela impossibilidade de poder abraçar com força
aquele que um dia chamei de meu.
Quando longe, nunca estivemos tão perto.
Quando perto, nunca estivemos tão longe.
Não é o coração que faz coisas que a própria razão desconhece.
É a vida que impõe seus desejos e armadilhas
e deixa o pobre coração perdido e desamparado.
É assim que está o meu, neste momento.
Desamparado, triste e calado, mas não vazio.
O amor, quando verdadeiro e honesto,
não abandona um coração uma vez por ele visitado.
Quisera eu pudesses ver como te amo e como para sempre te carregarei dentro do meu peito, qual tatuagem, impressa pelas marcas de amor que deixavas em mim.
Particularmente, quisera te fazer sentir isso hoje, através do calor do meu corpo.
Quisera te lambuzar de mim e impregnar-me na tua pele
pela eternidade do nosso encontro.
Quisera eu transbordasses em mim e juntos voltássemos a ser
outra vez nós dois, em apenas um.
Quisera te fazer o homem mais feliz do mundo na infinitude de uma vida.
Mas não posso.
Outra o fará e, um dia, tu nem mais te recordarás do meu cheiro e do meu gosto.
Mas não vou ficar triste, porque não te quero fazer chorar por sentires a saudade e a falta que sinto de ti.
Portanto, segue aqui o meu beijo molhado, salgado, apaixonado e agradecido.
Obrigada por teres me dado, um dia, a plena felicidade.
Mesmo na incerteza de que algum dia ainda serás meu, para sempre te esperarei e eternamente te amarei.
Parabéns a você, nesta data de LUZ!
Muitas felicidades, muitos anos de PAZ!
Que o DIA seja em breve!
Que o TALVEZ vire certeza!
Que QUEM SABE seja DEUS!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Quer namorar com eu?
Quer namorar com eu?
Silvia Britto
Calma, amantes inveterados da nossa amada Língua Portuguesa!
Depois de eu pregar aos quatro ventos o quanto sou apaixonada pelo nosso amado idioma, vocês devem estar com os estômagos revirados! Mas se me derem apenas algumas linhas, explicarei a razão de tamanha "antice".
Há mais ou menos 4 anos, comecei uma jornada, ainda inacabada, de estudos em direção à conquista de um cargo público. Nessa ocasião, ingressei em um curso preparatório para tentar passar nos famigerados concursos.
Lá pelas tantas do curso, iniciou-se o módulo de Português. Eu sempre tive uma pequena queda, ou melhor, um tombo grande, por professores de Português. Se alguém sabe a diferença entre objeto direto e indireto, já ganha o meu coração e já vou logo querendo mostrar meu complemento nominal.
Brincadeiras à parte, o novo professor, além de excelente didata, era um charme de pessoa. Sério, mal sorria, mas quando o fazia, deixava-me encantada com aquele sorriso amplo e sincero. Como nunca bati bem da bola, virava e mexia dava minhas "contribuições" à aula e a turma caía na gargalhada. Nunca fui uma arruaceira. Entretanto, toco um terror do bem em sala de aula e acabo, invariavelmente, ficando próxima de meus mestres queridos.
Pois bem... Já sem saber o que fazer para chamar atenção do tchutchuco, tive minha deixa em uma aula de Concordância Verbal. Ele explicava que o verbo "namorar" é transitivo direto, dispensando, portanto, a tão famosa preposição "com", que o povo cisma em atribuir-lhe.
Dizia ele:
-"Se alguém quiser namorar COM você, nem pense duas vezes e saia correndo!"
Ah!! Não prestou! Imediatamente levantei minha mão e mandei:
- Professor, do jeito que a coisa anda, se alguém quiser namorar COM EU, já estou avaliando!
A turma veio abaixo em uma sonora gargalhada, inclusive o tchutchuco, brindando-me com seu lindo sorriso. Sorri por dentro e ganhei o dia com aquela visão do Paraíso espelhada no seu rosto.
Aula vai, aula vem, acabamos ficando próximos e saíamos quase sempre para tomar café. Sempre conversávamos bastante sobre a vida, sobre Deus, sobre minha insuportável simpatia e fazíamos planos secretos para eletrocutar os garçons que cismavam em considerar-nos invisíveis. Acabei por apaixonar-me por ele, que por sua vez nunca me deu bola nesse sentido e transformamos esse encontro numa das mais belas amizades que já tive na vida.
Pouco nos vemos, mas nosso amor é para sempre. Minha paixão carente e infantil deu lugar a uma imensa admiração por essa pessoa maravilhosa que hoje considero um irmão de alma.
Tchutchuco! Este aqui é em sua homenagem! Você continua sem querer namorar com eu?
Beijo beijo!!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Elogio matinal, para levantar o astral!
Silvia Britto
Acabo de
retornar de uma consulta médica, na academia, necessária para avaliação da
capacidade do corpo de suportar os exercícios e seus impactos físicos. Fiquei
imensamente feliz em receber também uma avaliação que transcendeu o físico e a ordem
natural das coisas.
O médico, um
senhorzinho de voz macia e simpática, de lá seus quase oitenta anos, iniciou os
exames de praxe. Pressão arterial, inspire, expire, língua para fora, diga “A”,
rosto para cima, olhos para um lado, olhos para o outro... Nesse momento ele
parou e disse, não conseguindo ater-se às normas profissionais:
-Menina! Que
olhos lindos você tem!
Agradeci,
sorridente e disse a ele que os olhos foram feitos pela mamãe. Ele continuou
dizendo que não estava falando da cor, que olhos verdes há aos milhares. Falava
da expressão forte de vida que deles transbordavam. Em sua prática diária,
cansava-se de examinar meninas ditas rainhas e princesas de academia, com
corpos esculturais, mas que traziam olhos mortos e opacos em seus rostos de
boneca.
Como não
resisto a uma boa provocação, perguntei se ele estava me chamando de gorda e
velha, ao citar as “meninas” e seus “esculturais” corpos e que já tenho 51 anos de idade!
Ele não se intimidou e respondeu que a idade era o que menos se notava em mim.
Meu corpo estava funcionando perfeitamente e meus olhos deixavam ver que minha
alma era criança, não no sentido da imaturidade, mas no sentido da sinceridade.
Realmente,
concordei, meus olhos não sabem mentir. Sou uma eterna moleca, petulante e corajosa,
mais uma vez, citando palavras da minha mãe.
Ele terminou
dizendo que meus olhos eram presentes de Deus e que eu dava orgulho a Ele por
fazer bom uso dessa dádiva. Com olhos assim, você não apenas nunca envelhecerá
como tornar-se-á eterna, disse-me o encantador doutor.
Saí da
consulta feliz por ver que, de alguma forma, estou recuperando minha alegria e
vontade de viver. Sei que elogio em boca própria é vitupério (não sabem o que é
isso? Vão procurar no dicionário, seus folgados!), mas há muito que já me despi
de falsas modéstias e comportamentos normais. Fui ao espelho do vestiário da
academia e constatei a verdade das palavras do médico... Vai ter olhos lindos
assim aqui em casa, menina!!
terça-feira, 20 de maio de 2014
Desistir é a melhor saída
Desistir é a melhor saída
Silvia Britto
Começo este texto citando um dos meus poetas maiores, Mr Bob Marley:
"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer."
Pois é. Tomei a difícil decisão de desistir. Não é fácil desistir de sonhos ou de amores verdadeiros quando os encontramos. Porém, há momentos em que a melhor saída é parar de insistir.
Não foi fácil, pois minha natureza é guerreira e inconformada. Não consigo desistir antes de chegar no fundo do poço. Mas, finalmente, cheguei lá. Foram muitos dias de rejeição. Muitas atitudes insistindo em me mostrar que eu estava no lugar errado e na hora errada. E eu, presa a promessas, confessamente irresponsáveis, de amor e felicidade.
Porém, os dias foram passando, o sentimento de rejeição tomando conta de mim, fazendo com que minha autoestima, sempre tão alta e sorridente, se abalasse para a vida. Minha criança perdeu-se dentro de mim. A mulher abusada e irreverente, que é minha marca registrada, virou-me as costas. E assim eu seguia, movida pela cabocla guerreira que tomou as rédeas da situação de dor em que me encontrava.
Mas ontem, algo clicou dentro de mim. Vi que não posso insistir em algo que não pode ser meu. Entendi que desistir é o caminho mais corajoso a ser seguido. Encarei de frente o fato de haver sido preterida e de não ter a importância que julgava ter. Entendi que não passei de um lindo sonho que, se serviu para recuperar a autoestima de alguém, já fez o seu papel.
Mas não pensem que sou uma mulher ingênua que faz isso sempre que vislumbra a possibilidade de ser amada. Não sou. Fiz o que fiz por ter absoluta certeza de meus sentimentos e saber que o que sentia era amor verdadeiro. Era não... É! Porque amor não acaba nunca. Mas histórias de amor sim. Essas tem que acabar quando não são correspondidas ou quando um ama mais do que o outro. Nesse caso, a corda sempre arrebenta do lado de quem ama mais, de quem tem mais coragem de ser feliz.
Dessa vez, quem se esborrachou fui eu. Aliás, esse parece ser um marco nas minhas histórias de amor. Sempre acabo me esborrachando por dar mais do que podem me ofertar. Não tenho limites na minha entrega, se achar que vale a pena fazê-lo.
Mas sinto um grande alívio de dizer, alto e bom tom, que EU DESISTO. Desisto de sofrer por algo que nunca foi meu de verdade. Desisto de chorar por quem me rejeita com atitudes que não deixam dúvidas de que não sou prioridade em sua vida. Desisto de esperar por alguém que me deixa só e sem esperanças de me fazer feliz. Eu e minha estranha mania de achar que fariam por mim o que eu faria por outrem.
Por um tempo achei que não conseguiria sair do lugar e que ficaria esperando, pelo resto da minha vida, ser resgatada da minha dor e rejeição. Mais uma vez, mudo de ideia. Não vou mais esperar, mesmo sabendo que o amor, quando é verdadeiro, não acaba jamais. Sigo amando para sempre e mais um ano. Mas não vou mais olhar para trás. Sigo meu caminho livre da obrigação de esperar pelo que nunca foi meu.
A lição aprendida é que não posso e não vou mais me contentar com migalhas vindas de outrem e, principalmente, vindas de mim mesma. Não vou sair por aí tentando substituir um amor para o qual não há substituição. Prefiro seguir só do que me sujeitar a amar menos do que sou capaz. Esse tipo de encontro é raro, mas serve para mostrar que o amor existe e que ele é lindo.
Não posso esperar por algo que não mais existe. Se existisse, da maneira que mereço, seria meu. Levo comigo apenas a beleza do meu sentimento. Isso é o combustível que alimenta a minha alma.
Ao passar a tarde de ontem inteira refletindo sobre isso e chegando a conclusão de que era hora de pendurar as chuteiras e dar esse jogo por encerrado, terminei o dia exausta e vazia dos sentimentos que me consumiram os dias. Tomei um banho e caí num sono profundo, como há muito não experimentava, por andar perambulando de braço em braço de homens que não conseguiram me amar.
Acordei com um estranho vazio no peito. Mas um vazio bom. Vazio de quem teve a coragem de deixar partir aquilo que mais amava para poder virar a página e recomeçar a escrever a sua história. Não resisti e vim correndo até aqui, escrever o primeiro texto deste novo capítulo que se inicia.
Desistir, só se for para recomeçar. É chegada a hora de construir um novo futuro.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Escrever, escrever, escrever...
Escrever, escrever, escrever...
Silvia Britto
Vontade de
escrever, escrever, escrever... E não mais parar. Talvez pela sensação de vida
que a escrita me traz. Ao final de tudo, quando leio o que meus dedos
transcreveram da minha alma, parece que me torno real. Fora da escrita, tenho
me sentido invisível e pequena, quase um grão de areia, que sequer tem onde
pousar.
Procuro
caminhos através de meus textos que sei muito bem aqui não estarem. Não há
caminhos para uma alma que se sente só. Há apenas a vida que insiste em que eu
não pare e que siga, cabeça erguida, até o fim dessa viagem com que me brindou.
Estou com
esta compulsão de começar e não parar... Hoje pela manhã, andei sem rumo da
porta da minha casa em Botafogo até, de repente, me dar conta que estava na
Lagoa Rodrigo de Freitas, olhando o céu e imaginando quanto tempo andei até ali
chegar. Acho que caminhei algo em torno de duas horas seguidas. Parei apenas
quando meus pés deram sinais de que algo não estava certo.
E assim eu
tenho andado ultimamente. Sem rumo e sem chão. Vazio na alma. Coração
humilhado. Sensação de ser um item descartável, qual aqueles brinquedos
desejados em noites de Natal mas que, passado o encanto, são jogados em um
canto qualquer da vida.
Solidão é
minha eterna companheira. Foi com ela que desembarquei, aos 5 anos de idade no
aeroporto do Rio de Janeiro com minha mãe e meus irmãos, vinda de São Luis do
Maranhão. A cidade pareceu-me tão grande que engoliu por inteiro minha infância
e meninice, que passei, sozinha, brincando com bonequinhas de papel.
Em meus
sonhos de criança, sempre imaginei que cresceria e seria, um dia, importante
para alguém. Felizmente, a vida brindou-me com um casamento maravilhoso que me
completou por 30 anos. Mas acabou. E com ele, todas as minhas chances de ser
novamente importante para alguém.
Não adianta.
Não dou sorte no amor. Os pés na bunda superam covardemente os momentos de
felicidade. Sempre escuto o mesmo discurso... “Você é maravilhosa, MAS...”.
Minhas relações são povoadas por essa palavra má... “MAS”. Maravilhosa MAS sou
um autista emocional... Maravilhosa MAS não posso lhe fazer feliz...
Maravilhosa MAS não te mereço... Maravilhosa MAS há coisas mais importantes do
que nós.
Nesse
intervalo, em que me iludia com promessas equivocadas e irresponsáveis, que nunca
poderiam ser cumpridas, perdi-me de mim mesma. Perdi minha vontade de brincar e
meu desejo de gozar. De tanto que lutei, fiz as pazes com minha menina, que
ainda não quer brincar mas que já me permite colocá-la pra dormir em meu colo.
Problema
maior está sendo recuperar a mulher. Aquela que sonhava em um dia ser
importante para alguém, perdeu-se totalmente de mim. Não tenho mais ilusões.
Acho que nunca mais conseguirei confiar no amor de um homem. Minha inocência
foi roubada de mim.
Mas pelo
menos não perdi a capacidade de amar. É. Acho que é isso. Nunca vou perder
minha capacidade de amar, pois essa nasceu comigo. O que sinto estar
irremediavelmente perdida é a crença de acreditar-me amada. Infelizmente, sinto que as sequelas do
desamor tiraram-me para sempre uma das asas.
Só posso
pensar que é algo em mim que desperta isso. Saio de uma relação doente, em que
era acintosamente ignorada, para outra, em que terminei abandonada, depois de
me ter sido prometido o mundo. Como acreditar novamente no amor? Não posso
mais.
Vou tentar, heroicamente, recuperar minha autoestima e usar minha capacidade de amar a meu favor. Preciso, desesperadamente voltar a me amar. Enquanto isso, eu escrevo, e escrevo, e escrevo, e escrevo...
Vou tentar, heroicamente, recuperar minha autoestima e usar minha capacidade de amar a meu favor. Preciso, desesperadamente voltar a me amar. Enquanto isso, eu escrevo, e escrevo, e escrevo, e escrevo...
domingo, 18 de maio de 2014
A sorrir, eu pretendo levar a vida
A sorrir, eu pretendo levar a vida
Silvia Britto
Não sei mostrar o que não sinto... Meu bem e meu mal.
É claro que a vida não cansa de me dar rasteiras e de me fazer chorar muito também. Mas fiz a opção de encarar tudo de frente e aceitar o que essa tinhosa dessa vida resolve fazer comigo, de frente e com alegria.
Mesmo triste, eu SOU feliz.
Tenho a plena convicção de que a vida é curta e que pode ser muito cruel com os que dela desistem e com os que fazem a opção pela acomodação preguiçosa, abdicando de correr atrás dos seus sonhos.
Às vezes, a dor é tanta que as lágrimas roubam o meu sorriso por dias que parecem intermináveis. Mas ele sempre volta, insistindo em me mostrar que se algo me fez chorar não era para mim. Pelo menos, não da forma em que se apresentou. Preciso de sorrisos abertos, abraços apertados, pessoas inteiras e amores corajosos.
Sei que posso parecer uma doidivanas, que chora e que ri ao mesmo tempo, mas não sou capaz de jogar minhas emoções para baixo do tapete. Choro, penso, reflito, mudo de ideia, não tenho certezas absolutas.
Apenas deixo meu coração livre para que não caia nas armadilhas de um cérebro que foi feito para tentar terminar com nossos desvarios de felicidade.
Nada contra o cérebro. Considero-me uma mulher muito inteligente, até mesmo para conseguir o equilíbrio entre esses dois órgãos vitais, cérebro e coração, sem os quais deixamos de ser seres abençoados com o poder de decisão sobre nossas escolhas.
Apenas não vou ser escrava da lógica e da razão. Prefiro seguir meus sonhos. Fiz a opção de ser feliz, apesar dos pesares. Quem quiser seguir comigo por essa estrada de intensidade, que me dê a mão. Se não puder ou vier, levarei cicatrizes, vez por outra ainda derramarei lágrimas de saudades, mas não posso desistir da minha natureza de ser feliz e sorrir para a vida.
Por isso eu deixo sim, a vida me levar. Com muito riso, cerveja, boleros, praia, sol e mar. Sambando, cantando, correndo, fazendo muito amor, tomando picolé de limão e indo ao Maraca, morrer de paixão pelo meu Glorioso amor.
Deixo aqui um apelo aos que, por acaso, lerem essas minhas aparentes sandices:
Coragem, meus queridos! Vamos ser felizes! Cuidem-se muito bem porque ninguém é capaz de cuidar tão bem de nós como nós mesmos. Sorriam! Brinquem! Amem sem esperar retorno! A felicidade somos nós que criamos quando temos a coragem de deixar o coração comandar o cérebro. Usem o cérebro como aliado, não como carrasco! Confiem nessa tal de massa cinzenta que, se conseguirem conquistar, tornar-se-á uma massa multicolorida, de mãos dadas com o encarnado de nossas emoções.
E bora que bora, que o caminho é lindo e não há tempo a perder!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Tudo que eu queria te dizer
Tudo que eu queria te dizer
Silvia Britto
Peguei mais um título emprestado. Tenho que tentar me lembrar de ser mais criativa. Esse é de um livro da Martha Medeiros, uma das minhas cronistas preferidas. Mas, novamente, ele é perfeito para expressar o que agora trago em meu peito. Gostaria de pedir só um pouquinho da tua atenção. Prometo ressaltar apenas os pontos positivos dos meus sentimentos. A sem noção vai falar!
Vou começar dizendo que estou apaixonada por ter te encontrado. Na verdade, eu sempre fui e SOU apaixonada por ti. Já te sabia antes de conhecer-te. E isso já é irremediável. Não há mais volta. É uma paixão dessas que nos fazem muito bem. Daquelas que nos fazem sorrir no meio da rua, sozinhos, ao nos lembrarmos de um momento gostoso ao lado do nosso amor. Que fazem o coração acelerar gostoso quando nos lembramos das provas da tua existência. Dessas que todos em volta percebem e pensam: "Xi! Está perdida! Foi flechada!".
É isso o que tu me provocas. E isso é muito bom. Deixa-me feliz por ser capaz de sentir-me viva. A busca da felicidade é um caminho muito particular. Sou apaixonada por ti e não pelo que possas sentir por mim. Ouvi isso em um programa de TV na noite passada e achei perfeito. Mais uma vez furtando... Tenho que parar com essa mania.
A verdadeira paixão é essa que vem da alma. E isso já me basta. Não se trata de uma relação em que os prazeres da carne sejam imperativos. Mas não quero aqui ser hipócrita e dizer que sexo não me interessa na vida. Seria mentira. Mas essa seria outra história, outro texto e outro contexto. Isso seria o Paraíso e imagino que eu não deva ser merecedora de algo assim. Pelo menos, não ainda, nem de novo.
Portanto, volto atrás em minhas certezas. Mas, para mim, viver tem que ser assim. Tem que envergonhar. Tem que ser ousado. Tem que fazer voltar atrás e mudar de opinião, se isso for o que o coração mandar.Tem que fazer as pernas tremerem e o coração acelerar. Perco minhas ilusões com classe e venço minhas vergonhas com coragem. Porém, tu saberás lidar com mais essa falta de noção da minha parte. Já ganhei tua permissão para não fazer sentido na vida.
Não precisas falar nada. Assim termino o meu discurso: envergonhada, emocionada, pernas tremendo e coração acelerado. Mas muito feliz por ter dividido este momento com a única pessoa que tem legitimidade para dividi-lo comigo.
Ah! Só mais um pedido. Posso te dar um beijo? Não te assustes. Apesar de eu ter demonstrado que ando meio ladra ultimamente, não vou te roubar um beijo. Quero te dar um beijo na testa. Respeitoso. Em respeito e admiração a tua "coragem covarde" de tentar fazer o que achas certo. Posso?
Amo a ti para sempre e mais um ano. Obrigada por, finalmente, te colocares em meu caminho... DEUS!
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