domingo, 29 de junho de 2014

Rio que te quero sendo!


Rio que te quero sendo!
Silvia Britto

Hoje eu acordei com um sentimento forte, desses que impulsionam-nos para fora da cama e que dão uma sensação de urgência no peito, como se a vida fosse muito curta e há muito a fazer. Abusada, como sempre, lanço mão de mais um dos meus milhares de neologismos para descrevê-lo. O que sinto é "CARIOQUISMO"! Rio que te quero sendo!
O Rio faz dessas coisas. Não há como resistir aos seus encantos, principalmente num lindo domingo de sol. Há um magnetismo lá fora que não deixa eu ficar aqui, quietinha, apenas lamentando a ausência enorme que sinto em meu coração. A cidade convida-me a levar minha saudade para passear.
E sempre que sou invadida por esse sentimento, vem-me à cabeça a linda canção "Valsa de uma cidade" da qual destaco um verso, que enche de alegria meu coração, maranhense, adotado por esta cidade maravilhosa:

"Vento do mar no meu rosto
E um sol a queimar... queimar!
Calçada cheia de gente
A passar e me ver... passar!"

Isso é o Rio de Janeiro! Cheiro de mar! Cheiro de gente feliz!

Mas como também sou do samba, não deixo de lembrar a letra maravilhosa de um samba da União da Ilha, Escola de Samba que, se não houvesse a Portela, teria uma grande chance de cortejar meu coração. É um samba que sempre me traz lágrimas de alegria aos olhos... Novidade! O que não me traz lágrimas aos olhos? Êita, mulher danada para transbordar pelo rosto!
Mas voltando ao samba, chama-se "Domingo", e o verso que destaco:

E o Rio, colorido pelo sol!
As morenas na praia
Que gingam no samba
E no meu futebol!

E é exatamente o que vou fazer agora! Gingar na praia aos batuques que vêm do mar!
Um sentimento maravilhoso de infância invade-me a alma! Vou pegar a minha pequenininha e vamos brincar de furar as ondas e tomar picolé de limão! Esse não é um programa para a linda mulher. Não se trata de um passeio para adultos. No máximo, ela poderá nos acompanhar para tentar resgatar um pouco o tom dourado que torna sua pele irresistível. Vaidosa, essa minha mulher... Faz questão de ver-se linda quando me olho no espelho.
Antes, um café da manhã com tapioca quentinha, feita por mim e para mim, para manter aceso meu lado nordestino, enquanto danço, livre, na cozinha, ao som da valsa e do samba que compartilhei com vocês!

Bom dia, bom domingo e bom Rio!

Rio que te quero sendo!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Tarde de outono, no inverno


Tarde de outono, no inverno
Silvia Britto

Há momentos em que me bate um vazio tão grande no peito. Uma solidão típica de tardes frias, vazias e solitárias. De repente, me vejo aqui, disponível, com vontade de entregar meu corpo e meu coração, e simplesmente não há como... Ou há. Sei lá...
Como sempre, resta-me o recurso da escrita para desabafar meu coração dolorido. Em um momento, parece-me estar sendo cortejada, desejada e paparicada por um anjo, que me sussurra palavras de amor ao ouvido e que me faz ir às nuvens de felicidade. No outro, meu anjo desaparece e desmaterializa-se, deixando-me a pensar que sonhos tem que ser apenas sonhos. E eu continuo presa dentro de um vazio, sozinha, bêbada de felicidade descartável.
Ainda bem que tenho o dom de desabafar através das minhas palavras escritas. Anos e anos de leituras solitárias, de livros e romances pelas bibliotecas da vida, me valeram de alguma coisa. Meu coração sabe falar. Melhor ainda, sabe escrever. De modo que, pelo menos, expulso meus fantasmas do peito e os transformo em palavras.
Acho que vou sair. Mais um passeio solitário pelas ruas da Zona Sul do Rio de Janeiro, em meio aos milhares de turistas que aqui estão pela Copa do Mundo. Mas, não! Já me arrependo do que disse! Não será solitário. Será com minhas promessas, meus sonhos e meus delírios de mulher de outono. Lá fora faz um frio aconchegante e envolvente. Desses que não devem ser ignorados. Mas não é um frio tão inóspito ao ponto de não querermos que nos envolva. Perfeito para devaneios de lágrimas que insistem em sair.
Também vou levar minhas músicas. Afinal, todo dramalhão que se preza deve ter uma trilha musical a altura. E lá vão renascer da sua eternidade os Bee Gees, Frank Sinatra, Cazuza, Karen Carpenter e todos os companheiros que me ajudaram a desabafar e aliviar meu coração na minha adolescência. Amigos leais de toda uma vida que sempre estavam ali, a espera de um comando para me acompanhar.
E essa sou eu, mil mulheres em uma. Hoje, já fui moleca, mãe, dançarina, estudante, amiga e doutora. Agora, deixarei minhas lágrimas encarregarem-se de dar-me aquele prazer melancólico e solitário que só os fortes entendem. Paradoxal? Não! É preciso ser forte pra ser verdadeiro, assumir-se e admitir-se louco. A vida é para os corajosos e para os petulantes. E que venham a solidão, as lágrimas e as dúvidas. Que todas as perguntas que não posso responder tomem conta de mim. Que as pessoas façam sentido. Que minha imaginação fértil me ajude a entender e encontrar respostas que tornem tudo mais simples, como tem que ser a vida.


domingo, 22 de junho de 2014

Mamãe e papai

Mamãe e papai
Silvia Britto

Hoje eu sonhei com a mamãe e com o papai. Fazia muito tempo que não sonhava com eles nem individualmente, imaginem juntos!
A primeira lembranças que tenho de meus pais é de pessoas alegres, barulhentas, festeiras. Praticamente toda semana arrumavam alguma bagunça para fazer em casa e chamar os amigos.
Minha mãe ia pra cozinha fazer as comidas inesquecíveis que costumavam maravilhar a todos, vatapá, torta de camarão, caruru, dobradinha, repolho recheado... Lembro-me dela, cozinhando angustiada pelo tempo que corria, de bobes no cabelo e com as unhas impecavelmente vermelhas. Era danada, aquela baixinha.
Enquanto isso, meu pai cuidava da "pista de dança". Afastava os móveis da sala, escolhia o repertório, colocava a cerveja pra gelar e já aproveitava para ir abrindo os trabalhos ele mesmo, com uma Antártica bem gelada e Nelson Gonçalves aos berros na vitrola.
Eu, criança, passava da sala para o quarto, e daí para a cozinha, ocupada com meus afazeres infantis, absorvendo toda aquela atmosfera festiva e animada.
E iam chegando os amigos. Vários amigos. A casa ficava cheia e eu me perdia naquele mundo de vozes, cheiro de comida gostosa, música alta, risadas e muita animação.
Do meu pai, herdei a alma boêmia, a coragem de sair pelo mundo e adequar-me a qualquer situação. Sem querer ser modesta, pois isso não combina comigo, também herdei-lhe o charme. Fazia sucesso por onde passasse, o Dr Britto.
De minha mãe, herdei a maneira honesta e verdadeira como sempre encarou a vida, a facilidade de falar com todos sem inibição, a sensualidade moleca e bagunceira e os lindos olhos verdes... Ah, os olhos verdes! Eram sua marca registrada e ganhavam elogios por onde iam. Mas eles continuam vivos em meu rosto e os elogios também continuam.
Infelizmente, por caminhos da vida, que nem mesmo eles sabem a razão de terem percorrido, essa animação foi morrendo aos poucos. Em seus últimos anos, meu pai já andava deprimido em cima de uma cama e minha mãe perdeu também aquele brilho e energia que lhe eram tão peculiares. Triste, mas quem sou eu para entender as peripécias da vida.
Voltando ao sonho, que eu sou craque em perder-me em pensamentos paralelos!
Sonhei que estávamos em uma espécie de festa, em uma praça interna de algum lugar. Tocavam, um atrás do outro, os lindos boleros da minha infância. Fui seguindo a música e deparei-me com uma espécie de coreto, onde alguns casais dançavam meio desanimados. Eis que surgem lá do fundo, meu pai e minha mãe, dançando lindamente como costumavam fazer em sua juventude. Esqueci de dizer que os dois arrasavam em uma pista de dança! Mas, no meu sonho, tinham a aparência da última lembrança que tenho deles. Apenas traziam no rosto a alegria e o brilho da sua juventude. e rodopiavam lindamente pelo coreto.
Eu, assistindo de longe, não conseguia conter minhas lágrimas e soluçava sem parar, da mesma forma que faço agora, ao escrever este texto. Sinto que, de alguma forma, eles encontraram um caminho de chegar até a mim e me dizer para não desistir de sorrir, de dançar e de ser feliz. Que eu pegue a mão do meu amor e saia por aí dançando nas ruas, nas festas infantis, na Lapa, nos bailes da vida, com amigos e com muita alegria e vontade de viver.
E é exatamente isso que pretendo fazer, papai e mamãe. Dar a mão para o meu amor e seguir festejando a vida por onde eu passar, deixando sempre um rastro de otimismo, positividade e alegria por onde passarmos. Dessa vez, eu prometo obedecê-los.
E agora, com licença que a vida me chama insistentemente para ouvir um chorinho na praça. Ainda sem o meu amor. Mas tenho certeza de que ele está a caminho e que juntos seguiremos felizes até o final de nossos dias. E por mais um ano!


sábado, 21 de junho de 2014

Sossega o rabo, menina!


Sossega o rabo, menina!
Silvia Britto

- Sossega o rabo menina!

Isso era o que eu mais escutava minha mãe falar quando ela ainda estava entre nós. Às vezes, o "menina" era substituído por "Silvinha", quando a "arte" era mais branda, ou "peste", quando mais moleca. Mas do que eu não gostava mesmo era quando ela mandava o "Silvia Helena"! Aí, podia esperar que vinha chumbo grosso!
Sempre fui atrevida e petulante, não no trato com as pessoas, mas em minhas atitudes. Adorava fazer coisas que saiam do script esperado pois sempre eram as mais gostosas de viver. Andava de carrinho de rolimã pelas ladeiras da vida, tocava campainhas e saía correndo com o coração a mil por hora, dava calote pela porta traseira dos ônibus... Enfim, sempre uma boa molecagem, sem fazer mal a ninguém nem colocar em risco a minha vida, que sempre amei de paixão.
Lembro-me de uma vez em que estava em São Luis - MA, com meus primos Pedro e Paulo e um amigo querido, Raimundinho. Enquanto nossa vó Laíde tomava café na copa com a Mundica, tia do Raimundinho, nós três aprontávamos no andar de cima da casa dele. Passávamos cerol na linha do papagaio (pipa, no Rio de Janeiro) e, não satisfeitos com isso, pulamos a janela e fomos os três para o telhado. Infelizmente, era bem em cima da copa e poucos segundos depois, duas vozes histéricas ordenavam-nos que saíssemos já dali! Bando de moleques encapirotados!
E sempre sobrava para mim a eterna ladainha:

- Mas até você, Silvinha? Uma mocinha?

É... Felizmente, até eu!
Se há uma coisa da qual me orgulho em mim mesma, é essa coragem de me atirar de cabeça na vida. Isso não faz com que eu me sinta menos princesa do que sou. Sou princesa até demais, obrigada! Mas sou uma princesa que anda com os pés descalços pela rua, toma banho de chuva com roupa e tudo, faz amor no chão e na piscina, topa tudo para o que é convidada e não se inibe, nem muda de comportamento, se está numa cobertura da Vieira Souto ou num barzinho numa praça no Irajá.
E é assim que sei viver. Sou intensa, sou inteira. Choro de verdade, rio de verdade, sambo de verdade, sou amiga de verdade, gozo de verdade e, acima de tudo, AMO de verdade. Assim pretendo seguir até o fim dos meus dias e por mais um ano, sempre ouvindo alguém dizer:

- "Sossega o rabo, menina!"


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Feliz continuação



Feliz Continuação
Silvia Britto

Estou eu aqui, no meio de uma tarde chuvosa, continuando com a minha vida solitária e sonhando com paixões improváveis e carinhos fugidios. Gostei dessa palavra, fugidio. É como tenho sentido a felicidade ultimamente. Fugidia, como a neve dos contos de Natal. Parece-me que chega e me domina por momentos que parecem intermináveis para, de repente, fugir, desaparecer, e me fazer pensar que tudo não passou de um sonho. Talvez, felicidade seja isso mesmo: pequenos sonhos que acontecem ao longo da vida. Por isso é tão importante que não os ignoremos quando se fazem presentes.

Tenho vivido numa montanha russa de emoções. Há momentos em que me sinto a mais plena das criaturas. Feliz, amada, brincalhona, bonita. E outros, como agora, em que as lágrimas têm a força de um rio rebelde e agitado. Dessas que não pedem licença e já saem rasgando os olhos e o coração. E vem a solidão. Palavra que não me abandona nunca. 

Havia feito planos perfeitos terminar os meus dias. Por que deram errado? Será que foi o excesso de expectativa? Há até alguns momentos em que me sinto feliz quando, por exemplo, ouço uma música gostosa que me faz dançar, vejo um jogo bom da Copa do mundo, brinco com amigos pelas ruas do Rio de Janeiro...

Mas de resto... 

Ainda há pouco, resolvi sair para passear. Mas a chuva insistiu em se fazer presente o tempo todo, frustrando minha empreitada. Voltei para casa, sozinha, observando as famílias e os namorados se apertando em baixo de guarda-chuvas de cores indecifráveis na tarde molhada. 

E dormi.

Acordei agora, com o barulho da chuva e com o desejo que ela sempre me provoca de namorar. Olhei para o lado, torcendo para estar sonhando e ter ao meu lado alguém com quem dividir essa loucura ao barulho da chuva. Nada. É. O jeito é voltar a dormir. Quem sabe o sonho não chega.

Um sentimento de ressaca de mim mesma não me deixa levantar. Mas o mundo me chama.Tenho que sair da concha novamente. Não queria... Queria ficar aqui para sempre, sem ter que dar explicações a ninguém. Para sempre e mais um ano.

Mas algo me dá forças para levantar e continuar. Repete baixinho dentro de mim que a felicidade é um trabalho de equipe. ”Levanta! Vai procurar tua turma!” E eu vou. Olhos inchados, coração apertado, porta adentro desse novo momento, buscando saciar a saudade de fazer falta a alguém e de poder preencher essa falta de forma plena e recíproca.

Feliz vida que continua!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Com certeza


Com certeza

Silvia Britto

Há dias em que o coração acorda leve, inundado de certezas necessárias para que sigamos pela estrada da vida com a Paz de que tanto necessitamos. Certeza e Paz são aliadas imbatíveis para que caminhemos até mesmo nas contramãos das lutas, para que nademos contra a corrente dos desafios e que, mesmo assim, sigamos fortalecidos.
Dúvidas são pequenos seres imobilizantes que desviam-nos do foco e tiram-nos a tranquilidade de poder lutar com tranquilidade. A certeza é o antídoto divino para a dúvida. É o que nos faz ter força para lutar pelo que nos fará felizes.
Hoje meu coração acordou assim, forte e corajoso, bem mais a ver com minha essência positiva e atitude otimista perante a vida.
Acho que foi obra de mais um anjo que deve ter sussurrado aos meus ouvidos que, com certeza, há algo muito bom reservado para mim, lá na frente, se eu tiver coragem de seguir de cabeça erguida, distribuindo meus incansáveis sorrisos e minha ingenuidade espontânea e genuína.
Já disse antes aqui que sou ingênua por opção, não por burrice. Sou ingênua por acreditar que tudo que aqui se faz, aqui se colhe. E foi esse o recado que a vida mandou me entregar. Não era possível, nem tampouco justo, que uma pessoa como eu, que sai de casa sempre vestindo seu melhor sorriso e pronta para ofertar seu mais apertado abraço, não fosse também merecedora de um retorno ensolarado e risonho!
Mesmo não sabendo quando isso se dará, só essa certeza já faz com que eu siga feliz, colecionando momentos felizes, cada vez mais, para que tenha, ao fim desta estrada chamada vida, uma linda história para contar.
O dia de hoje, um dia será passado. Nada mais fantástico do que ter a possibilidade de construirmos nosso passado! Já pensaram nisso? Que esse passado que construímos hoje, seja um lindo dia a ser lembrado em nosso futuro!
Obrigada anjo divinal que sussurrou em meus ouvidos, em algum momento de lucidez, que a vida vale a pena ser vivida. Até um dia, até quem sabe, mas COM CERTEZA! Deus saberá dizer quando, mas a certeza... Ah! A certeza é uma palavra libertadora no caminho da felicidade.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Orgulho Tupiniquim


Orgulho Tupiniquim
Silvia Britto

Hoje eu fui ver o jogo Brasil x México na praia de Copacabana, ou seja, no centro do universo nesses dias de Copa do mundo. Fiquei encantada com o que vi. Pessoas de várias nacionalidades confraternizando, comemorando como se o mundo inteiro fosse uma só irmandade.
A atmosfera contagiava pela sua alegria infantil e tranquila.Éramos milhares de crianças brincando de futebol, uma das coisas que mais amo no mundo, depois de namorar. E eu estava só. E ao mesmo tempo não estava só. Sentia-me inundada por uma felicidade inexplicável. Sentia falta do meu amor mas percebia que as pessoas à minha volta me acolhiam como eu as acolhia também.
Chorei e emocionei-me ao cantar o Hino Nacional com toda a força dos meus pulmões e do meu coração. Encanteii-me ao pedir que meu amiguinho chileno, de 10 aninhos, Juan, tirasse a foto que ilustra este texto. Engraçado quando se tem a certeza de que para sempre faremos parte da memória de alguém. Assim serei eu para o pequeno Juan, que apaixonou-se pela minha alma moleca e brincalhona. Isso é vida, isso é encontro, isso é felicidade de viver.
Saí no meio do primeiro tempo, pois não conseguia assistir ao jogo de forma satisfatória. Como há gente alta no mundo! E fui andando, pelo meio da rua, Avenida Atlântica, sem carros, pés descalços, daquele jeito que faz com que  a gente sinta como se o mundo nos pertencesse, sabem como? E, de molecagem, inseri-me nas fotos dos turistas, entoei os cânticos dos Hare Krishnas que ali estavam tentando expandir a sua paz, tirei fotos para casais apaixonados e segui feliz, pela estrada do sol, com o calor do astro rei a aquecer-me a alma. Fui assistir ao segundo tempo na casa de uma amiga querida, minha mais nova irmã e amiga de infância, que acolheu-me no seio da sua linda família.
Tudo isso faz com que eu entenda e tenha a resposta para as pessoas que sempre me perguntam porque retornei ao Brasil depois de nove felizes anos em Londres, Inglaterra. Voltei por isso, porque sou brasileira, com muito orgulho, com muito amor. Aqui encontrei o amor, a mim mesma e a minha felicidade. Vamos Brasil!!