quarta-feira, 11 de junho de 2014

O mundo por onde andei


O mundo por onde andei
Silvia Britto

Como sou petulante por natureza, resolvi agora, vez por outra, escrever alguns textos para imortalizar, em minha memória, os lugares por onde andei. Quase um diário de viagem baseado em recordações. 
Como este blog não tem aspirações literárias e sim libertadoras das minhas emoções, tenho a ousadia de recordar e tentar, em poucas palavras, descrever as sensações que cada lugarzinho desse lindo mundão deixou em mim. 
Sei que vou esquecer de muita coisa, mas espero conseguir fazer com que  as lembranças mais fortes deixem de ser apenas tatuagens em meu coração e transponham-se para o papel... Ou tela, já que sou uma mulher moderna e atual. Do meu jeito torto, mas eu sou moderna!
Seguir-se-ão minhas peripécias pelo mundo, do Castelo da Rainha em Londres ao do  Drácula, na Transilvânia. Da antiguidade mitológica da Grécia ao modernismo descartável dos Estados Unidos. Das quentes manhãs do Mediterrâneo aos eternos dias de neve intensa no Canadá. Lugares distintos que terão aqui, como único ponto em comum, a minha visão mundana, nada intelectual, sonhadora e infantil de cada um deles.
E daqui a pouco iniciarei a viagem pelos caminhos tortos das minhas lembranças, revivendo lugares, cores e sabores de um mundo tão distante mas que também agora posso chamar de meu, haja vista ser testemunha ocular e transviada das suas ruas, estradas, túneis e viadutos.

Então, apertem os cintos e let’s go! ¡Vamos! Allons! Andiamo!

Primeira parada: London Town!


Aguardem apenas eu organizar minhas ideias e lembranças para começar a “viagem”...

terça-feira, 10 de junho de 2014

Sem texto


Sem texto
Silvia Britto

Este é um texto que não vou escrever, pois minha alma está vazia de vida e de inspiração...
Não escrevo mas respiro...
















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domingo, 8 de junho de 2014

Julia


Julia
Silvia Britto

Há exatos 17 anos, um ventre cheio de vida desabrochava e preparava-se para dar a essa vida, a luz.
E foi isso que vimos quando a pequena menina nos foi apresentada e abriu seus lindos olhos verdes, pela primeira vez, a nos procurar: LUZ. Daí nasceu seu nome, JULIA, a cheia de luz.
Ao sairmos do hospital, com a pequena menina em sua cestinha, tivemos absoluta certeza de que nossas vidas nunca mais seriam as mesmas.
Ela me invadiu como um jato forte e quente de felicidade, fazendo com que o meu grande sonho de vida viesse, por fim, tornar-se realidade. Eu era mãe!
Lembro-me de pensar, à ocasião, que nunca houvera pronunciado tanto a palavra ELA. E ela chorava, e ela dormia, e ela mamava, e ela mexia aceleradamente as pequenas perninhas numa incansável bicicleta imaginária. E ela crescia, linda e saudável, como em um conto de fadas.
Hoje a minha princesa completa 17 primaveras. Sua vida já não depende tanto da minha. Mas a minha depende da dela. Sua felicidade é a minha. Suas tristezas e frustrações, são as minhas. Seus sorrisos me fazem sorrir.
Somos muito mais do que mãe e filha. Somos irmãs, cúmplices e amigas. Tenho um enorme orgulho de ser mãe dessa jovem mulher guerreira, que tem como armas a justiça e a força do argumento. Advogada da minha vida hoje, da vida de outrem, quem sabe um dia? Ela já está a caminho. Esse é o seu desejo e nada lhe cairia tão bem.
Para terminar, pois a jovem guerreira não tem paciência para coisas que lhe tomem muito tempo de vida e que não digam logo a que vieram, quero tentar aqui eternizar todo o profundo amor e respeito que sinto por ela. Parabéns, muitas felicidades e muito, mas muito mais. Na verdade, TUDO. Tudo que você quiser, Juquinha! Estarei sempre ao seu lado para ajudá-la a tornar seus sonhos em realidade no que me for, humanamente, possível.
Um beijo enorme e cheio de admiração àquela que chegou para iluminar a minha vida:
JULIA, a cheia de LUZ!

Sem nome


Sem nome
Silvia Britto

Não há como negar que encontro-me em um relacionamento mas, sinceramente, não sei que nome dar a ele.

Sexo não pode ser pois, desde que o mundo é mundo, são necessárias duas pessoas para que esse encanto se dê.
Namoro também não é, já que o Dia dos Namorados vem aí e eu não vou ganhar uma mísera rosa que seja.
Casamento? Longe disso! Já tive a petulância de fazer o pedido e não obtive resposta.
Flerte? Não... Palavra muito fraca para descrever o que sinto.
Carinho? Imensamente! Mas também não é só isso, droga!
Droga? É... Talvez. Acho que estamos chegando perto.
Sinto-me embriagada pela paixão.
Paixão platônica? Nem sei mais...
Uma paixão que me impede de dormir à noite e me faz sonhar acordada ao longo do dia.
Mas também não é só paixão.
É algo que vai além disso, pois paixão tem cura e o que sinto é orgânico, crônico.
Loucura? Mais uma vez aproximo-me da realidade.
Realidade? Aí já acho que não...
Sonho? Talvez...
Mas sonho que se sonha só, pela lógica, NÃO é realidade.
Mas é algo que eu quero muito.
Com todo meu corpo e minha alma.
Mas não sei dar o nome ao meu desejo.
Desconfio que SE um dia tornar-se realidade, terei que inventar um nome para isso.
Afinal, não sou eu a rainha dos neologismos?
Mas o nome já se esboça em meu coração...

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sábado, 7 de junho de 2014

É ruim da cabeça ou doente do pé!


É ruim da cabeça ou doente do pé!
Silvia Britto

Fui almoçar com um amigo querido. Rimos, choramos, lembramos da nossa adolescência feliz e livre, torcemos muito para que reencontremos nossos caminhos, enfim... "amigamos".
Ao final, separamo-nos jurando sermos mais frequentes em nossos encontros para mantermos acesa a chama da nossa linda amizade, pilar fundamental de nosso relacionamento. Assim não fosse, a vida não nos daria o presente do reencontro depois de quase 35 anos!
E lá vinha eu, sozinha pelas ruas do Centro do Rio, quando comecei a observar as pessoas passando por mim. Umas vinham em bando. Outras, solitárias que nem eu. Todas com pressa de ir de algum lugar a lugar nenhum. E eu, a observar aquela solidão coletiva. Dei-me conta de que nenhuma delas percebia a deliciosa brisa morna que lambia nossos rostos naquela linda tarde de outono. E fiquei triste por elas. Estavam com pressa de chegar, sabe-se lá Deus aonde.
Deixei uma grande Paz invadir-me o peito e fechei os olhos. Ao fundo, identifiquei um som que me chamava insistentemente: era um samba! De um dos bares da Rua do Ouvidor, chegava-me aos ouvidos a linda canção do Agepê, que sempre me fez sonhar e esperar que alguém, um dia, a cantasse para mim: "Deixa eu te Amar". Entendi que aquele era um pedido que a vida me fazia para aproximar-me dela e fui andando, em direção à melodia.
Um grupo de samba tocava, animado, em um dos bares e as pessoas em volta pareciam nem perceber o encanto que ali se dava. Fui chegando devagarinho e pedi um chope no balcão. Aos poucos, e sem que me desse conta, comecei a balançar o corpo ao sabor daquelas lindas melodias. De Agepê, passaram à Clara Guerreira, engatando, logo em seguida, meu eterno ídolo, Paulinho da Viola. Quando entoaram o grande Rio Que Passou em Minha Vida, percebi que lágrimas corriam pelo meu rosto.
E quando as lágrimas rolaram, o cantor do grupo deu um breque e perguntou porque chorava a tão linda senhorita. Levei alguns segundos para perceber que ele falava comigo. Sem me dar por rogada, respondi com a sinceridade que me é peculiar: "Choro porque meu coração está com saudades". Ele fez uma expressão engraçada com o rosto e disse que não podia crer em tal blasfêmia. Que quem quer que houvesse feito aquilo comigo, era ruim da cabeça ou doente do pé. E pediu-me que fizesse um pedido de alguma música que seria dedicada a mim. Como sou abusada e atrevida, pedi "Pensando em Ti ", de um dos melhores cantores brasileiros de todos os tempos, em minha opinião, Nelson Gonçalves. Confesso que não tinha nenhuma esperança de que meu pedido seria atendido. Feliz engano! Ele sorriu e mandou ver, olhando-me nos olhos e fazendo-me a alma quente de vaidade e felicidade por ter inspirado aquele momento. E não parou por aí. Mandou mais umas três do mestre Nelson, para mostrar que não era fraco!
E eu sorri. Aquele gesto de carinho, vindo de alguém que nunca me havia visto, fez-me imensamente feliz por ver que minha aura não era tão invisível assim. Melhor! Deu-me a certeza de que não sou ruim da cabeça e muito menos doente do pé!
Pedi a saideira, sambei mais um pouco e segui minha estrada, não sem antes soprar um beijo carinhoso ao cantor, que me respondeu com uma encantadora piscadela.
Fica aqui uma dica: se querem me fazer feliz, não me convidem para shoppings, templos de consumismo em que se busca comprar uma autoestima que pode ser trocada por qualquer outro artigo de preço similar. Chamem-me para o SAMBA! Não me deem joias caras, que só servem para provocar a cobiça e a inveja alheia. Paguem-me uma cerveja! Não sou uma mulher cara. Sou uma mulher extremamente barata! O difícil é encontrar quem consiga pagar o meu preço, que é o da simplicidade de viver.
E continuei o meu caminho, sentindo a brisa morna no rosto, sem pressa de chegar, saboreando os pequenos prazeres da vida, que fazem com que eu me sinta uma mulher muito iluminada por provocar esses contatos Divinos, sendo apenas eu mesma, despida de quaisquer estratégias de egoísmo e desamor.

Anjos


Anjos
Silvia Britto

Este texto é para agradecer aos anjos que a vida manda-me de presente. Pequenos anjos de Luz, que sempre iluminam meu caminho quando a estrada torna-se inóspita e difícil de ser trilhada.
Ando um tanto quanto perdida e sem saber como agir em minha vida. Novidade, né? Esse é sempre o destino dos que se arriscam demais. Mas de todas as "viagens" que já fiz, esta talvez seja a mais ousada.
Pular de olhos fechados em busca do amor é uma aventura que não posso chamar de um privilégio só meu. Mas pular desta forma, sabendo que a chance de arrebentar-se em cima da dor de tornar-se inconveniente e pequena é de quase 100 por cento, é uma prerrogativa minha.
Amor não é isso. Amor não pode fazer sofrer a um ponto de tornarmo-nos pequenos e inconvenientes. O amor, só pode ser vivido em sua plenitude, quando correspondido. O amor é par. Nunca ímpar.
Também só se pode chamar de amor verdadeiro, quando as duas almas podem abraçar-se livremente, juntando coração com coração, sem ter medo do que isso possa significar ao fim desse abraço. Se não for assim, a relação é platônica, unilateral. E nada pior do que um amor em que se dá mais do que se recebe.
Somos todos livres para fazer as nossas escolhas. A danada da vida é que cisma em tornar as coisas difíceis, apresentando-nos pessoas que não podem ou não querem fazer parte da nossa história.
É certo que, também, vez por outra, ela nos manda anjos para mostrar que nem tudo está perdido. Uma vez, ela me mandou um anjo da lama. Um anjo que me levou para trilhas no meio do mato, que me fez ver que a vida também existia além da resignação de um amor autista ao qual me submetia à época. Essa foi a sua função. Assim como veio, o anjo se foi. Mas colocou-me no caminho certo de encontrar o verdadeiro amor.
Encontrei o homem que sempre havia procurado por toda a minha vida. Senti-me completa. Senti-me rainha. Senti-me a mais plena das criaturas e não tinha dúvidas de que chegara em casa. Mas não durou muito tempo. Para variar, estava eu no lugar errado, na hora errada e tenho que me resignar a deixar esse amor partir. Ele não estava pronto para mim. Deixou-me antes que eu tivesse a bênção de tornar-me a mulher mais feliz do mundo. Ainda não era chegada a minha hora.
Meu mundo ruiu com essa perda. De lá pra cá, comecei a desconhecer a mim mesma. Perdi-me da criança e da linda mulher que moram dentro de mim. A muito custo, consegui resgatá-las. Estamos juntas novamente. Mas ainda estamos, as três, perdidas, sem saber por onde seguir.
E a vida, mandando anjos... Anjos que fazem letras de música em que me dizem ser eu o seu tema. Anjos pacientes e carinhosos. Pequenos anjos, com enormes corações. Talvez para me mostrarem que o caminho do amor que eu tanto busco, deve ser semeado com paciência e resignação aos fatos que fogem ao meu controle. Anjos que vêm para me mostrar que a vida também é feita de momentos felizes.
Já fiz o meu papel. Já esperneei, revoltei-me, humilhei-me e jurei amor eterno. Agora não depende mais de mim. Sigo na vida tendo a convicção de que fiz tudo ao meu alcance para tentar ser feliz. Tudo e mais um pouco, até mesmo além do que minha dignidade permitia-me fazer.
Há pouco acordei de um sonho, com olhos inundados de dor por sentir-me inconveniente e pequena, preterida pelo meu amor. Talvez esse tenha sido o sinal de que estou fazendo tudo errado com a minha vida. Não posso parar e desejar o que não pode ser meu. Se não é meu por falta de coragem ou por falta de amor, não cabe a mim julgar. Se for realmente meu, um dia ele voltará. Se nesse dia, eu também estiver disponível para ser a mulher mais feliz do mundo, assim serei. Para sempre esperarei e torcerei para que isso aconteça. Mas, por enquanto, vou aproveitando o que a vida me traz, aprendendo com meus anjos que a vida também é feita de momentos felizes, como eu disse anteriormente. E que eles venham com força! Que sejam cada vez mais frequentes, pois a vida é uma só e eu tenho pressa e necessidade de sorrir.
E aqui vai uma mulher, corajosa e petulante, com um sorriso nos lábios e com um rebolado que é muito mais que um poema!

Obrigada, meus anjos! Eu amo vocês!


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Recado de amor




Recado de amor
Silvia Britto

Todos os dias, olho para o céu e agradeço por ter te encontrado.
E apenas torço para poder viver contigo até o fim da minha vida.
Eu apenas te amo. Nada além disso. Nada mais te posso oferecer.
Peço ao nosso Deus que te traga logo de volta pra mim e me fortaleça
só em saber que tu existes.
Sonho contigo de olhos abertos, enquanto todos dormem, e os fecho para tentar te encontrar, sentir teu cheiro e buscar teu calor.
Na madrugada, tento lembrar de um suave beijo teu em meu rosto, sussurrando em meu ouvido que me amas, para encontrar a Paz de adormecer em teus braços.
Dormindo, o tempo passa mais rápido, e não sinto tanto a dor da tua ausência.
Escrever sobre o meu sentimento por ti, deixa-me  imensamente feliz pois percebo a sorte que tenho de ter alguém a quem chamar de amor.
Quer casar comigo?
O som do sim é distante, mas o do não eu não ouço... Ou finjo que não ouço...
Deixo as esperanças moldarem meu futuro.