terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Luto pela luta




Luto pela luta
Silvia Britto
Luto pela luta de mais um ano que não deu em lugar algum.
Luto pelos sonhos de uma imensa e linda torcida, muito honrada e guerreira, que nunca abandona a luta.
A arbitragem foi bem. O técnico, promissor. A torcida, linda, estava lá, apesar dos pesares, dando todo o seu suporte. O grande problema é que não adianta acreditar se quem nos representa em campo duvida.
A sensação é de morte de um grande amor. Ou de descoberta de mais uma traição "imperdoável". Há dor. Há choro. Juramos "nunca mais". Mas, por fim, acabamos perdoando o grande amor de nossas vidas, aquele com que o destino nos presenteou.
Eu, particularmente, cheguei a um ponto em que nem mais juro "nunca mais". Sou uma mulher de malandro típica e assumida. Coração pesado, peito apertado. Mas doida para receber mais um pequeno carinho que seja, uma pequena vitória, para reaquecer meu coração. Quantas vidas teremos nesse amor? Acho que infinitas. Ou quantas forem necessárias.
Vontade de colocar a grande e linda torcida Alvinegra no colo e dizer: "Vai passar!". Mas não sei mentir. Não passará. Melhor mesmo é acostumar e aprender que, pelo Glorioso, só pode torcer quem sabe amar incondicionalmente. Por isso somos escolhidos.
O amor nunca irá acabar-se. Se acabar, não era amor.
E assim continuamos, na luta, de luto.
Saudações Alvinegras.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Feliz Aniversário, meu amor.



Feliz Aniversário, meu amor.
Silvia Britto

Mais um aniversário ao seu lado. Uma benção. Que venham muitos mais!

Muitos não entenderão a razão de eu ter colocado uma foto sua de costas encabeçando este texto. Explico: não importa onde e como você esteja, sua energia e brilho intenso anunciam sua presença sem que você tenha que fazer o menor esforço para isso. Ou você acha que alguém não reconheceu esses cabelos lindos e prateados, que tanto carinho proporcionam aos meus dedos quando os toco?

Hoje é o seu aniversário e eu só quero ficar ao seu lado, quietinha, testemunhando  todo o carinho que você desperta no mundo que o rodeia. Sentir sua emoção ao ver-se querido e lembrado por ser essa pessoa linda que você é. Nada em você é “inho”. Você é “ão”. Amigão, paizão, avozão, Ronaldão. Tudo seu é  “ão”, inclusive, meu coração.

A cada dia encontro em mim um novo espaço ocupado por você. Quando senti seus braços ao meu redor, pela primeira vez, tive certeza de que queria morar para sempre naquele abraço. Você é, e sempre será, o menino mais  popular da escola e eu me sinto a menina mais feliz do mundo por ser  alvo do seu amor e do seu carinho.

Seus desafios são encarados como um convite à luta e você  vai vencendo cada uma das suas batalhas com impressionante  determinação. Enfrenta dragões para ser uma pessoa melhor e golpeia suas dificuldades com uma arma poderosíssima chamada amor. Gosto de pensar que tenho alguma responsabilidade nisso, mas minha única contribuição foi lhe mostrar o quão adorável você é e proporcionar o amor tão necessário para que você aprendesse a amar a pessoa linda que vê no espelho.

Aprendemos, juntos, que não podemos sorrir sempre. Para que isso aconteça, outros têm que chorar. Da mesma forma que quando choramos, damos espaço para outros sorrirem. Por isso a vida é tão imperfeita. Mas também, é arrebatadora na sua plenitude. Vamos continuar a  sorrir e chorar abraçados, levando da vida o que ela a nós oferecer, com a intensidade do nosso amor.

Que sejamos sempre, como você gosta de falar, uma cara inteira, repleta de molecagem, amor e prazer.

Toda a paz do mundo, muitas felicidades, saúde, amor  e bençãos é o que eu lhe desejo, hoje e sempre.

Feliz aniversário, meu amor.

Sua,


Silvia.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Como eu a vejo, como ela é




Como eu a vejo, como ela é
Silvia Britto

Como eu a vejo:
Acaba de nascer.
A primeira imagem capturada por seus lindos olhos é a dos responsáveis por trazê-la ao mundo e à quem foi entregue a linda tarefa de fazê-la florescer: papai e mamãe.
Passo a noite inteira com ela em meus braços, sem saber se desmaiava do cansaço exigido pelo parto ou se ficava acordada, chorando, extasiada com a emoção e o lindo presente que ganhei da vida. Estou em êxtase.
Lembro-me de nunca haver usado tanto a palavra “ela”. Agora, meu universo gira em torno d”ela”. Minha princesinha, minha joia linda.
É aquela menininha que fala que viu um “cisco aviador” cheio de Ets no céu.
Volta cantando Chiquinha Gonzaga na van do jardim de infância, para surpresa do motorista.
Chama o “debador” para nos levar do 6º andar ao térreo.
Joga frescobol, por horas intermináveis, comigo, à beira do mar.
Pede-me, com voz que torna seu pedido irrecusável, para dormir comigo na minha cama, segundo ela o lugar mais gostoso do mundo!

Como ela é:
Hoje, completa 19 anos de idade.
É uma mulher linda, cheia de atitude, personalidade forte e muito disposta a levar da vida tudo que lhe é de direito.
Não me acha mais  de beleza superior à da Gisele Bundchen, mas me ama e respeita, apesar de, vez por outra, bater forte de frente comigo, por conta da tal personalidade forte. Mas isso não abala o nosso amor.
Cabeça boa, inteligente e decidida. Mérito meu? Do pai? Não! Mérito dela própria. Nós apenas demos o suporte necessário para que ela brilhasse no palco da própria vida.
Voz linda, canta como um pássaro livre, conquistando até alguns palcos da vida real, enchendo-me de orgulho. Amo seu canto. Amo vê-la brilhar.
Por conta do destino, fomos separadas e não mais tenho o prazer de vê-la adormecida enquanto os anjos a guardam em segurança. Estamos separadas pela vida mas nossos corações não se abandonarão jamais.
De mim, acabou herdando a cama, a tal que era o melhor lugar do mundo para estar. Desconfio, entretanto, que falta hoje o calor que tanto a aquecia e acolhia. Mas estou sempre por lá. Minha presença corre em seu sangue. Esse é o maior orgulho que trago na vida.

Desejo a você, minha filha, minha amiga, meu bebê, meu orgulho, minha alegria, tudo de bom que essa vida possui. Que tenha sempre seus lindos olhos abertos para reconhecer as oportunidades e fugir do perigo. Estarei sempre com você, torcendo, apoiando e, acima de tudo, te amando com todas as minhas forças.
Siga sua estrada com passos firmes e muitos sorrisos.

Te amo,


Mamãe.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Fogão tatuado no braço



Fogão tatuado no braço
Silvia Britto

Menino do Rio... Fogão tatuado no braço...
Nascido hoje, 24 de maio, dia de Santa Sarah, padroeira do povo cigano. 
Cigano em sua bravura e destemor de enfrentar o mundo, na sua sedução, na sua liderança. 
Ele encanta.
Por onde passa, ele encanta. 
Com sua voz inconfundível de trovão e sua aparência prateada de Netuno, ele encanta.
Vez ou outra, diz ter crises de “ciuminho”. 
Faz-me rir! Nada é “inho” nessa personalidade que abraça o mundo.
Pai generoso, avô apaixonado. Nunca mediu esforços para que seu jardim da vida florescesse. 
E ele floresceu. Dele brotaram 5 lindas flores, uma, ainda um botãozinho... A cara do avô!
Amigo leal, daqueles que param tudo para estender a sua mão. Seja em hospitais, em momentos de crise, ou até mesmo, apenas para completar um copo de cerveja, onde reina a alegria.
Amante apaixonado e sem limites. Há magia em cada toque seu. 
Conhece meu corpo melhor do que eu mesma. 
Faz-me vibrar, faz-me sorrir, faz-me chorar, faz-me viver. 
O melhor presente que eu poderia ganhar da vida, em uma fase em que o outono já permeia minha estrada.
Parece que nada falta a essa alma pulsante e intensa. 
Talvez lhe falte um pouco de Paz. 
Homem em mente de homem. 
Menino em coração de menino. 
Ou será menino em coração de homem e homem em mente de menino? 
Não sei! Ele me deixa tonta!
Desperta-me sentimentos que eu nem sabia existirem. 
É meu herói e meu algoz. 
Me arrebata com movimentos bruscos, que marcam-me a carne, e sopra gentilmente o meu umbigo. Rodopia os meus sentimentos. Enlouquece-me com sua personalidade inquieta. 
Mas também me acolhe e ampara com seus braços fortes que dão conta do mundo.
Vou do céu ao inferno em questão de minutos. 
Porém, o que me encanta de verdade, é ir do inferno ao céu em questão de segundos.
Que uma legião de anjos ilumine seu caminho, tarefa inglória para apenas um querubim. 
Que tenha Paz, Saúde e sempre carregue consigo esse brilho prateado e olhar inconfundível de criança sapeca.
Parabéns, meu amor!
Eu amo você.
Menino do Rio...
Fogão tatuado no braço...
Eu rezo para Deus proteger-te.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Não sei dizer mas vou tentar


Não sei dizer mas vou tentar
Silvia Britto

Eu tenho tanto pra lhe falar mas, com palavras, não sei dizer... Porém, vou tentar. Sempre fui petulante e tenho que encontrar um jeito de explodir o que sinto no peito e o meu amor.
Sempre te busquei, isso é certo. Buscava por você na escola, nos bailinhos dos clubes, nas praias, em todos os lugares por onde andava. Por vezes, achei ter te encontrado. Encontrei pessoas que, à sua maneira, até me deixaram feliz, fizeram-me crer que amar e ser amada não era apenas coisa de filme. Mas sempre faltava algo. E esse algo que faltava, hoje sei, era você.
Faltava essa certeza, que hoje carrego, de que minha busca acabara. Ficava orgulhosa de não desistir de buscar e desiludida de saber não haver encontrado. Perdia o foco, olhava para os lados, desconfiando estar no caminho errado. Buscava os caminhos certos, conversando com o meu coração.
Até que um abraço te trouxe para mim. Não dá para explicar o que senti com aquele abraço. Meu corpo pedia com todas as forças que eu não mais desapegasse daquele sentimento de sentir-me em casa, jamais antes experimentado. Tentei resistir, fugir, esquecer. Não por minha causa, mas por tudo que sempre acreditara na vida. Você não me buscava e, consigo, trazia uma história muito intensa e intransponível à minha moral e ideologia de vida. Entretanto, como fugir dos desígneos do destino? Como fugir do que era para ser, apesar dos pesares?
Eu fugia, escondia-me, e você me achava, encantado também, com o sentimento que nasceu em seu peito. Descobriu-se recém nascido,  como um bebê que aprende a respirar. Num impulso maior, a vida nos empurrou nos braços um do outro para que, finalmente, nos sentíssemos plenos e totalmente enamorados, numa estrada sem retorno.
E é isso que eu sinto. Sinto-me em casa nos seus braços. Quando me abraça, perco a noção de quem sou eu e quem é você. Seu toque no meu corpo, parece encontrar meu caminho melhor do que eu mesma jamais ousaria. Suas pernas, quando entrelaçadas às minhas, transformam-se em uma prisão da qual nunca mais quero escapar.
Você me leva do paraíso ao inferno com sua intensidade. Mas o caminho inverso, também se faz de uma maneira tão intensa e rápida, que me faz perder a respiração. Minhas lágrimas de dor e sofrimento, transformam-se em soluços de alegria e gozo em questão de segundos. Isso é louco, insano, concordo. Mas a vida é insana!
Não sei mais despertar sem nossas, já incorporadas, juras de amor: “Bom dia, meu amor. Eu te amo!”. Foi a maneira mais linda que a vida encontrou de me presentear todas as manhãs e me fazer agradecer por estar viva.
Com você, sou criança, bailarina, amante e meretriz. Meretriz de um homem só. Escrava dos seus desejos e rainha das minhas vontades. Sou plena, sou grande e sou pequena. Sua pequena.
Constantemente, você esbraveja contra o destino e a vida por não termos nos encontrado mais cedo e termos perdido tanto tempo sem desfrutar desse lindo sentimento que brotou entre nós. Diz arrepender-se não estar à beira da cama da minha mãe, no momento em que ela me trouxe ao mundo, para poder ter tido, desde sempre, a possibilidade de cuidar de mim e viver o nosso amor. Pois eu, meu amor, não tenho nada a reclamar. Sinto-me apenas imensamente agradecida por ter tido a oportunidade de ter seus braços à minha volta. Não poderia passar por essa vida sem esse sentimento. Temos todo o tempo do mundo e mais um ano! Não temos tempo a perder, é certo. Mas o tempo que temos juntos será eterno.
Começamos uma nova história de amor e entrega que contagia a todos por onde passamos. Não que causemos inveja, pois esse sentimento, não constrói. Mas somos a prova viva de que o amor é possível. Fazemos renascer a esperança nos que nele, já não acreditavam.
Nosso caminho não é florido. Ao contrário, é cheio de pedras e tortuoso. Entretanto, o encanto dessa louca viagem, é que vamos juntos, de mãos dadas, driblando as pedras, tornando-nos amigos delas e seguindo, rio acima, a caminho do nosso vale de sol e cachoeiras, onde, finalmente, poderemos descansar. Mas, se bem nos conheço, descansar, apenas para recomeçar a andar. Não temos limites do que queremos alcançar e isso, meu amor, não tem preço! Somos dois meninos corajosos lançados à aventura da vida e ao desafio do amor. Sou muito feliz de ter você como meu parceiro nessa loucura.
Como me sinto ao seu lado? Derretida e inteira. Triste e feliz. Menina e mulher. Cuidada e cuidadora. Corajosa e medrosa. Grande e pequena. Professora e aluna. Alvo e flecha. Amada e amante. Profanada e intocada. Anjo e demônio. Devassa e casta. Caça e caçadora. Viva. Viva!!! Viva!!!!!!!!!!!!!
Neste ano que se inicia, tenho apenas um grande desejo: que nosso caminho de cumplicidade seja eterno e que eu possa estar aqui, ano que vem, desejando tudo isso outra vez.
Te amo, vida.

Como é grande, o meu amor por você.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sofrimento e infelicidade



Sofrimento e infelicidade
Silvia Britto

Sofrimento... Infelicidade... 
Hoje me peguei pensando no significado dessas duas palavras que parecem confundir-se mas, na verdade, não cruzam o caminho uma da outra. Pelo menos, não necessariamente.
A infelicidade, ou seu oposto, a felicidade, é um estado de espírito, é opcional. Já o sofrimento, é inevitável, imposto e necessário ao crescimento em qualquer situação, seja fisicamente, para superar os limites do corpo ou emocionalmente, para driblar as sandices do amor. Se eu pudesse, não optaria por sofrer em momento algum. Coisa ruim! Entretanto, se não sofrer, como crescer?
Tudo fica mais fácil quando entendemos que a felicidade é um modo de viver e não um objetivo na vida. Eu sou feliz. Agradeço à vida pela oportunidade de poder ver o amarelo dos girassóis, sentir o doce das frutas, desfrutar do calor do sol lambendo meu corpo e morrer de paixão ao encontrar outros lábios, cheios de amor, procurando pelos meus. Não temos o direito de ser infelizes diante de tamanho presente.
Contudo, também vivo momentos de dor. Não se pode evitá-la. Doem, aqueles que tem coragem de viver. Sofrer não é para os fracos. Esses apenas acham que sofrem e usam esse sentimento para chantagear sua vizinhança e conseguir, de forma mesquinha e falsa um pouco do mel das colmeias que não lhes pertencem.
Não posso admitir que me digam que sou uma pessoa infeliz. Isso seria, no mínimo, duvidar da minha inteligência e incapacidade de ver a luz da minha alma. Muito menos,  posso concordar que cultivo a infelicidade. Sou feliz. E muito! Sou feliz porque, apesar de tanto sofrimento, vejo um mundo de alegria. E que trabalho que me dá optar por essa tal felicidade!
Em outras palavras, não sou infeliz mas passo por momentos de dor e sofrimento. Às vezes, até desnecessários. Há situações que não dependem só de mim para que a dor me invada. É inevitável! Como reagir quando se perde um grande amor? Ou quando a saudade de alguém que nunca mais poderá estar conosco apertar? Como sorrir, se a dor de uma palavra parecer cortar nossa dignidade ao meio, com fio de aço? Como não doer a falta de um abraço apertado?
Repito: sofrimento é um mal necessário para que momentos felizes prosperem. Posso sofrer sem ser infeliz. Isso é muito mais comum do que se pensa. O que não posso é  me dar ao desfrute de ser infeliz. Isso, jamais!

Resumo da ópera: eu sofro mas eu sou feliz. E agradeço muito por isso!


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Entre peitos e bundas



Entre peitos e bundas
Silvia Britto

Sou mulher, desde que me entendo por gente. Porém há momentos em que me incomoda um pouco ser parte desse grupo. Sei que nem todas são iguais, mas a competição e tentativa de “puxar o tapete” uma da outra é algo que, por muitas vezes, me enoja. Acho que é a minha parte “gente” que fala mais alto nessas horas.
Não digo que não faço lá minhas críticas também. Mas confesso que as faço quando atingida por idiotices que, não nego, tiram-me do sério. É o meu lado defesa que fala mais alto. Para se ter uma ideia, até meus olhos já foram acusados de serem falsos, de serem lentes de contato, como se ter olhos claros fosse algo que ameaçasse a integridade dos que não os têm. Pois eu conheço muitas mulheres (deixemos os homens fora disso, por ora) de olhos azuis e verdes que são mais feias que o capeta, principalmente internamente, em seus preconceitos e ignorâncias.
Constantemente, pode ser entreouvido por aí, quando a beleza de alguma linda mulher é colocada em questão: “Ah! Mas ela colocou silicone nos peitos! A bunda também foi comprada! Não percebem que faz chapinha no cabelo?”. E eu pergunto: e daí? E daí se temos recursos para mudar a cor dos cabelos, tirar pelancas extras da barriga ou do rosto, ou até mesmo fazer depilação definitiva para remover pelos anti-higiênicos e indesejáveis?
Particularmente, aos 17 anos de idade, fiz redução dos seios e isso mudou minha vida de adolescente deprimida para jovem mulher autoconfiante. E alguém ainda tem coragem de dizer que não o deveria ter feito? Que o bonito é ser natural? Que atire a primeira pedra a mulher que nunca pintou as unhas! Ou terão elas nascido vermelhas? Ou ainda, aquela mulher que nunca usou maquiagem! Ou será que os lábios nasceram mais rubros do que a maçã da branca de neve?
As falsas loiras, criticam as “luzes” das morenas. As morenas, criticam as sardas das ruivas. As ruivas, criticam o tamanho agigantado das bundas das mulatas... Affff! Quanta pobreza de espírito, sisters! Cansa-me ter que ver a que ponto hipócrita chegou nosso senso de beleza e inveja.
Porém, desconfio que o buraco seja mais embaixo. A crítica não vai aos cachos do cabelo ou ao tamanho dos seios e bundas. A crítica vai como uma forma de tentar sentir-se superior, de alguma forma, ao sucesso que a outra faz. O que incomoda, de fato, não é a bunda ou os seios, e sim a inteligência, o charme e aquele “quê” a mais que algumas mulheres possuem. Isso é inato! Não há como comprar simpatia na farmácia. Muito menos, sedução em bisnagas de tinta para o cabelo.
Há mulheres que, sem nenhuma maquiagem, sem penteados elaborados, sem roupas de grife e sem bolsas Louis Vitton, chegam e abalam qualquer ambiente. E essa beleza interior incomoda demais. Tanto, que as invejosas se pegam com fervor no silicone do peito e nas celulites das pernas para tentar compensar o que nunca terão: charme e luz própria!
Portanto, “critiquetes” de plantão, antes de julgarem a chapinha da outra, deem uma olhada em seus livros nas estantes, em seus discos, seus quadros nas paredes, suas fotos de viagem, a quantidade sincera de pessoas que querem o seu bem, na sua forma de expressar-se e escrever, no seu jeito de inserir-se nos problemas do mundo e na sua capacidade de passar de um papo “cabeça” ao não pensar em nada e deixar-se levar pelo som do “Charme” nas pracinhas dos subúrbios cariocas.
Por favor, não me venham falar de peitos ou bundas! Ou vocês acham que eles serão eternos? Olhem dentro dos meus olhos e tentem ver um pouco mais além da cor. Eles dizem muito mais do que sua vã ignorância as deixa ver.